O que o site do seu negócio deve fazer, setor a setor
Restaurante, clínica, cabeleireiro, canalizador, alojamento local ou escritório: o que cada cliente procura no site e o erro típico de cada setor.

O site de um negócio local existe para responder às três a cinco perguntas com que o cliente chega, e essas perguntas mudam muito de setor para setor. Num restaurante são o menu, o horário e a reserva; numa clínica, as especialidades, quem atende e como marcar; num canalizador, a zona que serve, se faz urgências e quanto custa. A tabela abaixo resume o essencial de cada setor e as secções seguintes explicam o que pôr no site e o erro típico a evitar.
O que todos os setores têm em comum
Antes das diferenças, a base é igual para qualquer negócio:
- Nome, o que faz e onde, logo no topo.
- Telefone e WhatsApp que funcionem com um toque no telemóvel.
- Morada com link para o mapa, ou a zona que serve.
- Horário atualizado e igual ao do perfil do Google.
- Fotografias reais do espaço, da equipa e do trabalho.
- Uma ação principal clara: ligar, marcar, reservar ou pedir orçamento.
Tudo o que vem a seguir é o que se acrescenta a esta base.
Resumo por setor
| Setor | O que o visitante vem procurar | Ação principal | Erro típico |
|---|---|---|---|
| Restaurantes e cafés | Menu com preços, horário de cozinha, localização, reservas, ambiente | Reservar ou ligar | Menu só em PDF ou numa fotografia |
| Clínicas e dentistas | Especialidades, quem atende, acordos e seguros, como marcar, acessos | Marcar consulta | Nenhum nome de profissional no site |
| Cabeleireiros e estética | Serviços com preço e duração, trabalhos feitos, marcação | Marcar | Portfólio só no Instagram |
| Canalizadores, eletricistas, oficinas, obras | Zona servida, urgências, tipos de trabalho, preço indicativo, trabalhos feitos | Ligar ou pedir orçamento | Não dizer onde trabalha |
| Alojamento local | Fotos de cada quarto, localização, disponibilidade, regras, como chegar | Ver disponibilidade ou reservar | Poucas fotos e informação só nas plataformas |
| Contabilistas, advogados, consultores | Áreas, para quem trabalham, como é a primeira reunião, honorários | Pedir reunião | Texto genérico que serve para qualquer escritório |
Restaurantes e cafés
O que o visitante vem procurar: o que se come e quanto custa, se está aberto hoje e até que horas serve, onde fica e se há estacionamento, como reservar e como é o espaço.
- Menu em texto no próprio site, com preços. Lê-se bem no telemóvel, o Google consegue lê-lo e muda-se em minutos. Um PDF obriga a fazer zoom e uma fotografia do quadro fica desatualizada no dia seguinte.
- Horário de cozinha, não só de abertura, e os dias de folga.
- Alergénios: indique-os no menu ou diga como podem ser consultados. É uma pergunta frequente e a informação tem de estar disponível ao cliente.
- Reservas: telefone, formulário ou uma plataforma de reservas, mas um só caminho principal.
- Grupos e eventos: se aceita jantares de grupo ou faz menus especiais, diga-o, com o número máximo de pessoas.
- Take-away e entregas: links diretos para as plataformas que usa, se usa.
Erro típico: um site bonito sem o menu, ou com o menu de há dois anos. Mais ideias para este setor na página de sites para restaurantes.
Clínicas, dentistas e outros serviços de saúde
O que o visitante vem procurar: se tratam o seu problema, quem o vai atender, se aceitam o seu seguro ou acordo, quanto custa a primeira consulta e como marcar.
- Equipa com nomes, fotografia e especialidade, e o número de inscrição na respetiva Ordem. Na saúde, saber quem atende pesa muito na decisão.
- Uma página por especialidade ou tratamento, em linguagem simples: para que serve, como decorre, quanto tempo demora.
- Acordos, seguros e subsistemas aceites, numa lista clara. É das primeiras coisas que se pergunta ao telefone.
- Primeira consulta: o que levar, quanto tempo dura, preço ou intervalo.
- Acessos: estacionamento, transportes, se há elevador ou acesso para cadeira de rodas.
- Marcação: formulário com nome, contacto, especialidade e preferência de horário. Não peça descrição de sintomas ou historial no formulário: dados de saúde são uma categoria especial no RGPD e ficam para a consulta.
Erro típico: um site que fala de "excelência e tecnologia de ponta" mas não diz quem são os médicos. Veja o que pôr no site na página de sites para clínicas.
Cabeleireiros, barbearias e estética
O que o visitante vem procurar: se fazem o serviço que quer, quanto custa, quanto tempo demora, se o resultado é bom e quando há vaga.
- Tabela de serviços com preço e duração ("Corte e brushing, 45 min, a partir de [valor]"). Sem preço, o cliente pergunta por mensagem ou desiste.
- Galeria de trabalhos próprios, organizada por tipo (cortes, coloração, unhas, sobrancelhas). Se o portfólio vive no Instagram, traga para o site as melhores fotografias e ligue para o resto.
- Quem faz o quê: se a equipa tem especialidades, mostre-as.
- Marcação com serviço e horário pretendido, ou um botão de WhatsApp com mensagem pré-escrita.
- Políticas: tolerância de atraso, aviso para desmarcar, sinal para serviços longos, se aplicar.
Erro típico: mandar toda a gente para o Instagram, onde o preço e o horário não estão. Mais detalhes em sites para cabeleireiros.
Canalizadores, eletricistas, oficinas e obras
O que o visitante vem procurar: se trabalha na sua zona, se pode vir hoje, se faz aquele tipo de trabalho, mais ou menos quanto custa e se é de confiança. Muitas vezes a pesquisa é feita com pressa, no telemóvel, com um problema em casa ou um carro parado.
- Zona servida por extenso: concelhos ou localidades. "Todo o país" não convence; "Braga, Guimarães e Barcelos" sim.
- Urgências: se faz, em que horário, e se há custo de deslocação.
- Lista de trabalhos concretos (desentupimentos, substituição de esquentadores, quadros elétricos, revisões, travões), não só "canalização em geral".
- Como pede um orçamento: por exemplo, enviar uma fotografia do problema por WhatsApp. Diga se o orçamento é gratuito.
- Fotografias de trabalhos terminados e, quando faz sentido, antes e depois.
- Credenciais: em obras, o número de alvará ou certificado do IMPIC, se aplicável; garantias que dá.
Erro típico: não dizer onde trabalha, o que obriga o cliente a ligar só para saber se vale a pena ligar. Veja o exemplo em sites para canalizadores.
Alojamento local e guesthouses
O que o visitante vem procurar: como são os quartos, onde fica exatamente, se há disponibilidade nas suas datas, o que está incluído e como se faz o check-in.
- Fotografias de cada quarto e das zonas comuns, incluindo a casa de banho e a vista real.
- Localização com contexto: distância a pé do centro, da praia ou da estação, e estacionamento.
- Reserva direta ou pedido de disponibilidade, além dos links para as plataformas onde está listado. Quem encontra o site depois de ver o anúncio numa plataforma quer muitas vezes falar diretamente consigo.
- Informação prática: horas de check-in e check-out, regras da casa, se aceita animais, como chegar sem carro.
- Número de registo do alojamento local, que em Portugal tem de constar da publicidade ao alojamento.
- Versão em inglês, porque parte dos hóspedes vem de fora.
Erro típico: um site com três fotografias e toda a informação útil só nas plataformas. Mais em sites para alojamento local.
Contabilistas, advogados e outros serviços profissionais
O que o visitante vem procurar: se trabalham com casos como o seu, quem é a pessoa responsável, como funciona o primeiro contacto e uma ideia de custo.
- Áreas concretas ("contabilidade para restauração e alojamento", "arrendamento e heranças"), não listas de vinte especialidades.
- Para quem trabalham: particulares, trabalhadores independentes, pequenas empresas, setores.
- Como é a primeira reunião: presencial ou online, quanto tempo dura, se é paga, que documentos levar.
- Honorários: uma avença mensal a partir de um valor, um preço por serviço ou, pelo menos, como são calculados.
- Credenciais: inscrição na Ordem respetiva. As ordens profissionais têm regras próprias sobre publicidade; confirme-as antes de publicar.
Erro típico: um texto sobre "rigor, confiança e proximidade" que podia estar no site de qualquer escritório do país.
Como aplicar isto ao seu site em 20 minutos
- Escreva as cinco perguntas que mais lhe fizeram por telefone ou mensagem nas últimas duas semanas.
- Abra o seu site no telemóvel e procure a resposta a cada uma. Conte quantos toques precisa até a encontrar.
- Qualquer resposta que não exista, ou que esteja a mais de dois toques do topo, passa para o topo da página principal ou para uma secção de perguntas frequentes.
- Compare com a linha do seu setor na tabela acima e acrescente o que faltar.
Imagine, por exemplo, uma pequena oficina que recebe todos os dias a pergunta "Fazem inspeções?". Se a resposta for não, dizê-lo no site poupa chamadas; se for sim, é um serviço a destacar. Em ambos os casos, a resposta pertence ao site.
Próximo passo
Se o seu site não responde às perguntas do seu setor, ou se ainda não tem site, a WebGenPro gera um a partir do seu perfil do Google, com as secções e o formulário adequados ao tipo de negócio. Pode ver uma pré-visualização grátis em cerca de 5 minutos, sem cartão, e decidir depois.
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