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Atualizado a 7 min de leitura

O que o site do seu negócio deve fazer, setor a setor

Restaurante, clínica, cabeleireiro, canalizador, alojamento local ou escritório: o que cada cliente procura no site e o erro típico de cada setor.

Capa do artigo: O Seu Site na Prática: Casos de Uso Reais por Setor de Negócio

O site de um negócio local existe para responder às três a cinco perguntas com que o cliente chega, e essas perguntas mudam muito de setor para setor. Num restaurante são o menu, o horário e a reserva; numa clínica, as especialidades, quem atende e como marcar; num canalizador, a zona que serve, se faz urgências e quanto custa. A tabela abaixo resume o essencial de cada setor e as secções seguintes explicam o que pôr no site e o erro típico a evitar.

O que todos os setores têm em comum

Antes das diferenças, a base é igual para qualquer negócio:

  • Nome, o que faz e onde, logo no topo.
  • Telefone e WhatsApp que funcionem com um toque no telemóvel.
  • Morada com link para o mapa, ou a zona que serve.
  • Horário atualizado e igual ao do perfil do Google.
  • Fotografias reais do espaço, da equipa e do trabalho.
  • Uma ação principal clara: ligar, marcar, reservar ou pedir orçamento.

Tudo o que vem a seguir é o que se acrescenta a esta base.

Resumo por setor

SetorO que o visitante vem procurarAção principalErro típico
Restaurantes e cafésMenu com preços, horário de cozinha, localização, reservas, ambienteReservar ou ligarMenu só em PDF ou numa fotografia
Clínicas e dentistasEspecialidades, quem atende, acordos e seguros, como marcar, acessosMarcar consultaNenhum nome de profissional no site
Cabeleireiros e estéticaServiços com preço e duração, trabalhos feitos, marcaçãoMarcarPortfólio só no Instagram
Canalizadores, eletricistas, oficinas, obrasZona servida, urgências, tipos de trabalho, preço indicativo, trabalhos feitosLigar ou pedir orçamentoNão dizer onde trabalha
Alojamento localFotos de cada quarto, localização, disponibilidade, regras, como chegarVer disponibilidade ou reservarPoucas fotos e informação só nas plataformas
Contabilistas, advogados, consultoresÁreas, para quem trabalham, como é a primeira reunião, honoráriosPedir reuniãoTexto genérico que serve para qualquer escritório

Restaurantes e cafés

O que o visitante vem procurar: o que se come e quanto custa, se está aberto hoje e até que horas serve, onde fica e se há estacionamento, como reservar e como é o espaço.

  • Menu em texto no próprio site, com preços. Lê-se bem no telemóvel, o Google consegue lê-lo e muda-se em minutos. Um PDF obriga a fazer zoom e uma fotografia do quadro fica desatualizada no dia seguinte.
  • Horário de cozinha, não só de abertura, e os dias de folga.
  • Alergénios: indique-os no menu ou diga como podem ser consultados. É uma pergunta frequente e a informação tem de estar disponível ao cliente.
  • Reservas: telefone, formulário ou uma plataforma de reservas, mas um só caminho principal.
  • Grupos e eventos: se aceita jantares de grupo ou faz menus especiais, diga-o, com o número máximo de pessoas.
  • Take-away e entregas: links diretos para as plataformas que usa, se usa.

Erro típico: um site bonito sem o menu, ou com o menu de há dois anos. Mais ideias para este setor na página de sites para restaurantes.

Clínicas, dentistas e outros serviços de saúde

O que o visitante vem procurar: se tratam o seu problema, quem o vai atender, se aceitam o seu seguro ou acordo, quanto custa a primeira consulta e como marcar.

  • Equipa com nomes, fotografia e especialidade, e o número de inscrição na respetiva Ordem. Na saúde, saber quem atende pesa muito na decisão.
  • Uma página por especialidade ou tratamento, em linguagem simples: para que serve, como decorre, quanto tempo demora.
  • Acordos, seguros e subsistemas aceites, numa lista clara. É das primeiras coisas que se pergunta ao telefone.
  • Primeira consulta: o que levar, quanto tempo dura, preço ou intervalo.
  • Acessos: estacionamento, transportes, se há elevador ou acesso para cadeira de rodas.
  • Marcação: formulário com nome, contacto, especialidade e preferência de horário. Não peça descrição de sintomas ou historial no formulário: dados de saúde são uma categoria especial no RGPD e ficam para a consulta.

Erro típico: um site que fala de "excelência e tecnologia de ponta" mas não diz quem são os médicos. Veja o que pôr no site na página de sites para clínicas.

Cabeleireiros, barbearias e estética

O que o visitante vem procurar: se fazem o serviço que quer, quanto custa, quanto tempo demora, se o resultado é bom e quando há vaga.

  • Tabela de serviços com preço e duração ("Corte e brushing, 45 min, a partir de [valor]"). Sem preço, o cliente pergunta por mensagem ou desiste.
  • Galeria de trabalhos próprios, organizada por tipo (cortes, coloração, unhas, sobrancelhas). Se o portfólio vive no Instagram, traga para o site as melhores fotografias e ligue para o resto.
  • Quem faz o quê: se a equipa tem especialidades, mostre-as.
  • Marcação com serviço e horário pretendido, ou um botão de WhatsApp com mensagem pré-escrita.
  • Políticas: tolerância de atraso, aviso para desmarcar, sinal para serviços longos, se aplicar.

Erro típico: mandar toda a gente para o Instagram, onde o preço e o horário não estão. Mais detalhes em sites para cabeleireiros.

Canalizadores, eletricistas, oficinas e obras

O que o visitante vem procurar: se trabalha na sua zona, se pode vir hoje, se faz aquele tipo de trabalho, mais ou menos quanto custa e se é de confiança. Muitas vezes a pesquisa é feita com pressa, no telemóvel, com um problema em casa ou um carro parado.

  • Zona servida por extenso: concelhos ou localidades. "Todo o país" não convence; "Braga, Guimarães e Barcelos" sim.
  • Urgências: se faz, em que horário, e se há custo de deslocação.
  • Lista de trabalhos concretos (desentupimentos, substituição de esquentadores, quadros elétricos, revisões, travões), não só "canalização em geral".
  • Como pede um orçamento: por exemplo, enviar uma fotografia do problema por WhatsApp. Diga se o orçamento é gratuito.
  • Fotografias de trabalhos terminados e, quando faz sentido, antes e depois.
  • Credenciais: em obras, o número de alvará ou certificado do IMPIC, se aplicável; garantias que dá.

Erro típico: não dizer onde trabalha, o que obriga o cliente a ligar só para saber se vale a pena ligar. Veja o exemplo em sites para canalizadores.

Alojamento local e guesthouses

O que o visitante vem procurar: como são os quartos, onde fica exatamente, se há disponibilidade nas suas datas, o que está incluído e como se faz o check-in.

  • Fotografias de cada quarto e das zonas comuns, incluindo a casa de banho e a vista real.
  • Localização com contexto: distância a pé do centro, da praia ou da estação, e estacionamento.
  • Reserva direta ou pedido de disponibilidade, além dos links para as plataformas onde está listado. Quem encontra o site depois de ver o anúncio numa plataforma quer muitas vezes falar diretamente consigo.
  • Informação prática: horas de check-in e check-out, regras da casa, se aceita animais, como chegar sem carro.
  • Número de registo do alojamento local, que em Portugal tem de constar da publicidade ao alojamento.
  • Versão em inglês, porque parte dos hóspedes vem de fora.

Erro típico: um site com três fotografias e toda a informação útil só nas plataformas. Mais em sites para alojamento local.

Contabilistas, advogados e outros serviços profissionais

O que o visitante vem procurar: se trabalham com casos como o seu, quem é a pessoa responsável, como funciona o primeiro contacto e uma ideia de custo.

  • Áreas concretas ("contabilidade para restauração e alojamento", "arrendamento e heranças"), não listas de vinte especialidades.
  • Para quem trabalham: particulares, trabalhadores independentes, pequenas empresas, setores.
  • Como é a primeira reunião: presencial ou online, quanto tempo dura, se é paga, que documentos levar.
  • Honorários: uma avença mensal a partir de um valor, um preço por serviço ou, pelo menos, como são calculados.
  • Credenciais: inscrição na Ordem respetiva. As ordens profissionais têm regras próprias sobre publicidade; confirme-as antes de publicar.

Erro típico: um texto sobre "rigor, confiança e proximidade" que podia estar no site de qualquer escritório do país.

Como aplicar isto ao seu site em 20 minutos

  1. Escreva as cinco perguntas que mais lhe fizeram por telefone ou mensagem nas últimas duas semanas.
  2. Abra o seu site no telemóvel e procure a resposta a cada uma. Conte quantos toques precisa até a encontrar.
  3. Qualquer resposta que não exista, ou que esteja a mais de dois toques do topo, passa para o topo da página principal ou para uma secção de perguntas frequentes.
  4. Compare com a linha do seu setor na tabela acima e acrescente o que faltar.

Imagine, por exemplo, uma pequena oficina que recebe todos os dias a pergunta "Fazem inspeções?". Se a resposta for não, dizê-lo no site poupa chamadas; se for sim, é um serviço a destacar. Em ambos os casos, a resposta pertence ao site.

Próximo passo

Se o seu site não responde às perguntas do seu setor, ou se ainda não tem site, a WebGenPro gera um a partir do seu perfil do Google, com as secções e o formulário adequados ao tipo de negócio. Pode ver uma pré-visualização grátis em cerca de 5 minutos, sem cartão, e decidir depois.

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