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Atualizado a 10 min de leitura

Erros comuns ao criar o site da empresa (e como verificar o seu)

Dez erros que afastam clientes do site de uma pequena empresa e como verificar cada um sozinho, com o telemóvel e ferramentas gratuitas.

Planeamento de website empresarial

Os erros que mais custam clientes num site de pequena empresa são quase sempre os mesmos: o telefone não está à vista (nem se liga com um toque), o site é difícil de usar no telemóvel, as fotografias tornam-no lento, falta o https, a informação está desatualizada ou o "site" é afinal uma página de Facebook. Todos se verificam sem conhecimentos técnicos, com o seu telemóvel e duas ferramentas gratuitas. Abaixo está cada erro, como o detetar e como o corrigir.

Este artigo trata de pôr o site a funcionar bem. O passo seguinte, fazer com que quem chega acabe por ligar ou enviar mensagem, está no guia de dicas práticas para transformar visitantes em contactos.

Antes de começar, tenha à mão: o seu telemóvel (com dados móveis, não com o Wi-Fi do escritório), um computador com o Chrome, o endereço do site e o seu perfil no Google. Reserve 15 minutos.

1. O telefone e a morada não estão à vista

Quem chega ao site de um negócio local quer quase sempre ligar, saber onde fica ou saber se está aberto. Se o número só aparece na página "Contactos", o cliente tem de trabalhar para o encontrar.

Como verificar em 2 minutos:

  • Abra o site no telemóvel. Consegue ver o número de telefone sem fazer scroll?
  • Toque no número. Deve abrir o marcador com o número já escrito. Se nada acontecer, o número está como texto simples ou dentro de uma imagem.
  • Toque na morada. Deve abrir o Google Maps (ou a app de mapas do telemóvel) com o percurso.

Como corrigir: ponha o telefone no topo e no rodapé de todas as páginas, como link de chamada (tel:, com o indicativo +351). Junte a morada com um link "Como chegar" e o horário logo ao lado. Nunca coloque o contacto apenas numa imagem: não se toca, não se copia e o Google não o lê.

2. O site não se usa bem no telemóvel

O Google usa a versão para telemóvel das páginas para as indexar e classificar, por isso um site que falha no ecrã pequeno falha também na pesquisa.

Como verificar: o teste do polegar. Use o site só com uma mão, como faria um cliente na rua, e confirme:

  • Lê o texto sem fazer zoom (o corpo de texto deve ter cerca de 16 px).
  • A página não desliza para os lados.
  • Os botões e links são grandes e afastados o suficiente para não tocar no errado (a referência do Google é uma área de toque de cerca de 48 px).
  • O menu abre, fecha e leva às páginas certas.
  • Não há janelas a tapar o ecrã inteiro logo à entrada.
  • No formulário, o campo do telefone abre o teclado numérico.

Como corrigir: se usa um construtor de sites, reveja a vista de telemóvel no editor, página a página. Se o site é antigo e foi feito com larguras fixas para computador, remendar costuma sair mais caro do que refazer.

3. Fotografias pesadas tornam o site lento

A causa mais comum de um site lento é simples: fotografias tiradas com o telemóvel, com vários megabytes e milhares de pixéis de largura, publicadas tal como saíram da câmara. Outras causas: scripts a mais (chat, pop-ups, contadores), vídeos em reprodução automática e alojamento fraco.

Como verificar em 5 minutos com o PageSpeed Insights (gratuito, do Google, em pagespeed.web.dev):

  1. Cole o endereço do site e escolha o separador "Telemóvel".
  2. Se aparecerem "dados de utilizadores reais", veja as três métricas Core Web Vitals. O Google considera bons valores de LCP (tempo até o elemento principal aparecer) até 2,5 segundos, INP (rapidez de resposta a um toque) até 200 milissegundos e CLS (elementos que "saltam" enquanto a página carrega) até 0,1.
  3. Sem dados reais (sites com poucas visitas), desça até aos diagnósticos: o relatório indica pelo nome as imagens pesadas e os scripts lentos.

Depois abra o site no telemóvel, com dados móveis, num sítio com rede fraca.

Como corrigir:

  • Redimensione as fotografias antes de as publicar: cerca de 1600 a 2000 px de largura chegam para uma imagem de ecrã inteiro, e as miniaturas precisam de muito menos.
  • Comprima-as com uma ferramenta gratuita como o Squoosh e, se puder, use o formato WebP.
  • Ative o carregamento diferido (lazy loading) para as imagens que ficam mais abaixo na página.
  • Retire os scripts e plugins que já não usa.

4. Sem https, ou com https "às vezes"

Sem certificado, os browsers mostram "Não seguro" ao lado do endereço, e o aviso fica mais insistente quando há um formulário. Nos 476 perfis do Google com site que analisámos, 177 (37%) mostravam um endereço começado por http://. Alguns terão certificado e só o link do perfil está antigo, mas é esse o link em que os clientes tocam.

Como verificar em 1 minuto:

  • Escreva na barra de endereço o seu domínio começado por http:// (sem o "s"). Deve passar sozinho para https:// e mostrar o cadeado.
  • Repita com e sem "www".
  • Abra o seu perfil no Google e veja que endereço está no campo do site.

Como corrigir: a maioria dos alojamentos oferece certificados gratuitos com renovação automática. Ative-o, ative o redirecionamento permanente de http para https e atualize o link no perfil do Google, nas redes sociais e nos cartões. Um certificado renovado à mão que expira mostra um aviso ainda pior do que não ter nenhum.

5. Uma página de Facebook ou Instagram no lugar do site

Nos mesmos 476 perfis, 53 (cerca de 1 em 9) apontavam para uma página de Facebook ou Instagram em vez de um site, e outros 24 para uma subpágina de um construtor gratuito (wixsite, sites.google, business.site ou Linktree). Os sites business.site, do próprio Google, foram descontinuados em 2024: esses links já não mostram o site.

Uma rede social não substitui um site: quem não tem conta encontra pedidos de login, o horário e os preços perdem-se entre publicações e uma última publicação com meses parece negócio fechado.

Como verificar: abra uma janela anónima (sem sessão iniciada em nenhuma rede social), pesquise o nome do negócio no Google e toque em "Website" no perfil. Veja onde vai parar e o que um desconhecido consegue ver.

Como corrigir: um site próprio, nem que seja de uma página, com o seu domínio, e as redes sociais ligadas a partir dele. Se ainda está a decidir se precisa de site, o artigo sobre os sinais de que está a perder clientes sem site ajuda a decidir.

6. Horário, preços e serviços desatualizados

Um horário errado faz um cliente dar com a porta fechada, e esse cliente raramente volta a tentar. Nos 347 perfis do Google que lemos por inteiro para construir sites, 8% nem sequer tinham horário. E quando site, perfil e Facebook se contradizem, o cliente não sabe em qual acreditar.

Como verificar em 3 minutos: abra lado a lado o site, o perfil do Google e a página de Facebook ou Instagram. Compare nome, morada, telefone, horário e serviços. Depois procure no site sinais de abandono: "© 2019" no rodapé, um "Menu de Natal" de há três anos, eventos que já passaram, preços que já não pratica.

Como corrigir: sempre que algo mudar, atualize os três sítios no mesmo dia. Use o horário especial do perfil do Google para feriados e férias. O guia sobre como aparecer no Google explica como manter o perfil completo.

7. Não há forma de contactar fora de horas, ou o formulário não chega a ninguém

Muita gente procura serviços à noite ou ao fim de semana; se a única opção é telefonar em horário de expediente, esses pedidos perdem-se. Nos 347 perfis que lemos, apenas 11% mostravam um email de contacto público.

O erro mais traiçoeiro é o formulário que parece funcionar mas envia para um email antigo, cai no spam ou simplesmente não envia.

Como verificar: envie agora uma mensagem de teste pelo seu próprio formulário. Chegou? Em quanto tempo? Foi parar ao spam? Mostrou ao visitante uma mensagem a confirmar o envio? Faça o mesmo com o email e o link de WhatsApp que estão no site.

Como corrigir: um formulário curto (nome, telefone ou email, mensagem), uma mensagem de confirmação clara e um teste por mês. Se o formulário recolhe dados pessoais, o site precisa de uma política de privacidade que diga quem recebe esses dados e para quê.

8. Preços escondidos

Sem nenhuma indicação de preço, parte dos visitantes assume que é caro e sai sem perguntar.

Como verificar: peça a alguém de fora que passe um minuto no site e lhe diga quanto custaria o seu serviço mais pedido. Se não fizer ideia, o site não está a responder.

Como corrigir: mesmo que cada trabalho seja diferente, dá para mostrar "a partir de", intervalos ou o que faz variar o preço. O guia de dicas para converter visitantes mostra formatos que funcionam.

9. Um site que ninguém consegue atualizar

É o erro que torna todos os outros permanentes: o site foi feito por alguém que já não responde, ninguém sabe a password ou o domínio está em nome de outra pessoa.

Como verificar:

  1. Quem tem acesso ao painel do site, e consegue entrar hoje?
  2. Em nome de quem está registado o domínio? (Pode consultar o WHOIS; para domínios .pt, no site da DNS.pt.)
  3. Quando renovam o domínio e o alojamento, e com que cartão?
  4. Se usa WordPress, quem atualiza os plugins e o tema?

Como corrigir: o domínio deve estar em nome da empresa ou do dono, as passwords guardadas num gestor de passwords e as renovações em débito automático.

10. Falta o básico legal e o básico da pesquisa

  • Livro de Reclamações Eletrónico: em Portugal, os negócios que vendem a consumidores e têm site devem ter o acesso ao livro de reclamações eletrónico visível no site.
  • Cookies: aviso de cookies se usa cookies não essenciais (estatísticas, publicidade).
  • Títulos das páginas: pesquise no Google site: seguido do seu domínio. Cada resultado deve ter um título próprio, com o serviço e a localidade. O Google mostra cerca de 60 caracteres do título; se todas as páginas se chamam "Início" ou "Home", está a desperdiçar o espaço mais visível que tem.

A auditoria completa em 15 minutos

TesteFerramentaPassa se…
Contacto visívelO seu telemóvelVê o telefone sem scroll e liga com um toque
Uso no telemóvelTeste do polegarLê sem zoom, nada desliza para os lados, botões fáceis de tocar
VelocidadePageSpeed Insights (Telemóvel)Core Web Vitals a verde ou, sem dados reais, nenhuma imagem pesada nos diagnósticos
httpsBarra de endereçohttp:// redireciona para https:// com cadeado, com e sem www
Link no GoogleJanela anónimaO botão "Website" abre o seu site, não uma rede social
Informação coerenteSite, perfil Google e redes lado a ladoNome, morada, telefone e horário iguais nos três
FormulárioMensagem de testeChega em minutos, fora do spam, com confirmação ao visitante
ControloAs quatro perguntasSabe quem tem acesso e em nome de quem está o domínio
TítulosPesquisa site: no GoogleCada página com um título próprio

Corrija primeiro o contacto e o https (são rápidos e afetam todos os visitantes); velocidade e conteúdo depois.

Próximo passo

Se o seu site falhou em um ou dois testes, a maior parte resolve-se numa tarde. Se falhou em quase todos, refazer costuma ser mais rápido do que remendar. A WebGenPro gera um site novo a partir do seu perfil no Google, já com https, adaptado ao telemóvel e verificado automaticamente antes de o ver: pode pedir uma pré-visualização do site renovado sem cartão.

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