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Atualizado a 10 min de leitura

Marketing local com pouco orçamento: que canal usar para quê

Perfil Google, redes sociais, WhatsApp ou anúncios: para que serve cada canal, uma rotina de uma hora por semana e como testar publicidade paga.

Capa do artigo: Redes Sociais para Negócios Locais: Guia Prático para PMEs

Com pouco tempo e pouco dinheiro, a ordem certa é esta: primeiro o perfil Google, que apanha quem já está a procurar o seu serviço; depois uma única rede social, para mostrar trabalho a quem está perto; o WhatsApp Business para manter quem já é cliente; e anúncios pagos só quando essa base estiver feita, com um orçamento de teste pequeno. Todos estes canais devem levar ao mesmo sítio, o seu site, onde a pessoa encontra respostas e uma forma de o contactar. A manutenção cabe em cerca de uma hora por semana.

Que canal usar para quê

O erro mais comum é tratar todos os canais como se fizessem o mesmo trabalho. Não fazem: uns servem para ser encontrado por quem já procura, outros para ser lembrado por quem ainda não precisa de si.

CanalMelhor paraCustoTempo por semana (indicativo)
Perfil da Empresa no GoogleQuem pesquisa o seu serviço na sua localidade ou "perto de mim": procura ativaGratuito10 a 15 minutos
SiteResponder às perguntas e receber contactos; o destino de todos os outros canaisDepende da solução (veja quanto custa um site)Só quando algo muda
Instagram ou FacebookMostrar trabalho, novidades e bastidores a quem está perto ou já o segueGratuito, sem anúncios20 a 30 minutos
WhatsApp BusinessAtender, confirmar marcações e manter contacto com clientes que já o conhecemAplicação gratuitaAs respostas do dia a dia, mais 10 minutos
Google AdsAparecer no topo quando alguém pesquisa o seu serviço e o perfil ainda não chega láPaga por clique; orçamento definido por si15 minutos de revisão
Anúncios no Facebook e InstagramDar a conhecer uma novidade ou oferta a quem vive ou trabalha pertoOrçamento definido por si15 minutos de revisão

Uma regra prática para decidir onde pôr o esforço: se o seu serviço é algo que as pessoas pesquisam quando precisam (canalizador, dentista, oficina, contabilista), o Google vem primeiro. Se é algo que se escolhe pelo aspeto ou por impulso (pastelaria, cabeleireiro, florista, restaurante), a rede social pesa mais. Em ambos os casos, o perfil Google é obrigatório.

O site é o ponto de chegada de todos os canais

Cada canal tem limites de espaço e de formato: o perfil Google mostra pouco texto, o Instagram dá-lhe um link na bio, o WhatsApp não é sítio para tabelas de preços. O site é onde cabe tudo e é o único destes canais que é seu. Em cada canal, a pergunta certa é: "para onde mando quem ficou interessado?"

Confirme se o link do site está em todos estes sítios:

  • no campo "site" do perfil Google. Nos perfis que analisámos, cerca de 1 em cada 9 dos que tinham este campo preenchido apontava para o Facebook ou o Instagram, não para um site;
  • na bio do Instagram e na página de Facebook;
  • no perfil do WhatsApp Business;
  • na assinatura de email, nos cartões de visita e num código QR no balcão, na montra ou na viatura.

Melhor ainda: aponte para a página certa, não sempre para a página inicial. Uma publicação sobre revisões automóveis leva à página das revisões; uma promoção leva a uma página com essa promoção e um botão para marcar. O que essa página precisa para transformar visitas em pedidos está no guia como transformar visitas ao site em contactos.

Perfil Google: o canal mais barato que tem

É gratuito e aparece exatamente quando alguém procura o que faz. Depois de completo (categoria, horário, serviços, fotos, link para o site), a manutenção semanal é curta:

  • acrescentar uma ou duas fotos recentes do trabalho ou do espaço;
  • responder a todas as avaliações novas, boas e más, com calma e com pormenores concretos em vez de um "obrigado" genérico;
  • publicar uma novidade, oferta ou evento: o perfil permite publicações curtas com foto e botão;
  • confirmar o horário antes de feriados e férias, para ninguém encontrar a porta fechada depois de confirmar no Google.

O passo a passo completo, incluindo como pedir avaliações sem as comprar, está no guia como aparecer no Google.

Redes sociais sem se perder nelas

Escolha uma rede e faça-a bem. Instagram se o seu trabalho se vê (pratos, cortes de cabelo, unhas, flores, obras acabadas); Facebook se os seus clientes estão nos grupos locais da freguesia ou da cidade, onde se pedem recomendações. Três redes com uma publicação por mês em cada uma passam a imagem de um negócio parado.

O que publicar quando não sabe o que publicar

  • Trabalho feito: antes e depois, o prato do dia, a obra terminada. Se aparecer um cliente, só com autorização dele.
  • Respostas às perguntas que recebe: cada pergunta repetida dá uma publicação ("quanto tempo demora uma revisão?").
  • Bastidores e equipa: quem atende, como se prepara, o que chegou de novo.
  • Avisos práticos: horários especiais, vagas na próxima semana, um serviço novo, sempre com o caminho para marcar.

Não precisa de equipamento: o telemóvel, luz natural e a lente limpa chegam. Para não depender de inspiração diária, prepare as publicações da semana de uma só vez e agende-as. O Meta Business Suite, gratuito, agenda publicações para o Facebook e o Instagram.

O que medir

Gostos e seguidores dizem pouco sobre clientes. Uma vez por mês, veja três coisas nas estatísticas da própria rede: quantas mensagens recebeu, quantos cliques houve no link do site e que publicações deram origem a essas mensagens. Faça mais do tipo que funcionou e deixe de fazer o que ninguém nota.

WhatsApp Business para manter quem já é cliente

O WhatsApp Business é uma aplicação gratuita para negócios. As funções que mais servem a um negócio local:

  • Perfil de empresa com morada, horário, descrição e link para o site.
  • Mensagem de ausência fora de horas, a dizer quando responde e onde ver preços ou pedir marcação entretanto.
  • Respostas rápidas para as perguntas de sempre: preços, como chegar, o que trazer.
  • Etiquetas para organizar conversas: novo pedido, orçamento enviado, cliente habitual.
  • Catálogo com serviços, fotos e preços.
  • Listas de transmissão, para enviar o mesmo aviso a vários clientes, cada um em conversa privada.

A regra que mantém este canal útil: mensagens de promoção só para quem disse que as queria receber, e poucas. Um aviso útil por mês é bem-vindo; promoções todas as semanas levam a ser silenciado ou bloqueado. No fim do atendimento, pergunte "Quer que o avise por aqui quando houver vagas ou novidades?" e ponha uma etiqueta em quem disser que sim. Além de ser mais eficaz, é o caminho seguro em termos de proteção de dados.

Lembretes que fidelizam sem parecerem publicidade

  • Oficina: aviso da próxima revisão ou da inspeção, a partir da data do último serviço.
  • Cabeleireiro ou estética: "Já passaram umas semanas desde o último corte, quer marcar?", com o intervalo que costuma recomendar.
  • Clínica ou dentista: lembrete da consulta de rotina, com o link para marcar.
  • Restaurante: o menu de uma data especial, só para quem pediu para saber.

Parcerias locais: clientes que já confiam em alguém

Negócios que servem as mesmas pessoas sem concorrerem entre si podem recomendar-se uns aos outros. Alguns pares que fazem sentido, como exemplo:

  • ginásio e nutricionista;
  • restaurante e florista, para datas especiais;
  • oficina e loja de pneus ou lavagem automóvel;
  • alojamento local e restaurante ou guia turístico da zona.

Para a parceria não ficar só em boas intenções, combinem três coisas: o que cada um oferece aos clientes do outro (um desconto, uma oferta, prioridade na marcação), como os clientes ficam a saber (cartões no balcão, uma menção nas redes, uma mensagem a quem está nas listas de cada um) e uma secção "Parceiros" no site de cada um com o link do outro. Ao fim de alguns meses, perguntem aos clientes novos como chegaram até vocês para saberem se está a resultar.

Uma rotina semanal de uma hora

  1. Segunda, 15 minutos, perfil Google: responder às avaliações da semana, acrescentar uma foto, confirmar o horário.
  2. Segunda, 20 minutos, rede social: escolher duas ou três fotos ou vídeos da semana anterior, escrever as legendas e agendar.
  3. Quarta, 10 minutos, WhatsApp: responder a pedidos pendentes e enviar lembretes a quem está na altura de voltar.
  4. Sexta, 10 minutos, site: mudou algum preço, horário ou serviço? Atualize o site e o perfil Google ao mesmo tempo.
  5. Uma vez por mês, mais 15 minutos: ver de onde vieram os contactos do mês (pergunte sempre "como nos encontrou?") e decidir o que fazer mais e o que cortar.

Publicidade paga: quando faz sentido e como começar pequeno

Os anúncios aceleram o que já funciona; não corrigem o que falta. Antes de pagar por cliques, confirme quatro condições:

  • o perfil Google está completo e tem avaliações recentes;
  • existe uma página no site sobre o serviço que vai anunciar, com preço ou intervalo de preço e uma forma de contacto clara;
  • tem capacidade para atender mais clientes: anunciar com a agenda cheia é pagar para dizer que não;
  • sabe quanto lhe deixa, em média, um cliente novo, porque é isso que define quanto pode pagar para o conseguir.

Google Ads ou anúncios no Facebook e Instagram?

SituaçãoPor onde começar
O cliente pesquisa quando tem o problema (avaria, dor de dentes, fuga de água)Google Ads, campanha de pesquisa limitada à sua zona
Tem uma novidade ou oferta para dar a conhecer a quem vive pertoAnúncios no Facebook e Instagram, segmentados por localização
Há uma época forte previsível (Dia da Mãe, regresso às aulas, época do IRS)Uma campanha curta, preparada antes do pico, na plataforma onde esse serviço se procura

Como fazer um primeiro teste

  1. Um serviço, uma zona. Escolha o serviço com melhor margem e a área onde realmente atende. Cliques de quem está fora da sua zona são dinheiro perdido.
  2. Um orçamento de teste que aceite perder. Defina um valor diário e um limite total para as primeiras semanas. Nas duas plataformas é o anunciante que define o orçamento e pode parar a campanha quando quiser.
  3. As palavras de quem procura. No Google, use os termos que os clientes escrevem, com a localidade, e acrescente palavras-chave negativas para excluir o que não faz (por exemplo "grátis", "curso", "emprego"). Como encontrar essas palavras está no guia de palavras-chave para negócios locais.
  4. A página de destino certa. Um anúncio sobre revisão automóvel leva à página da revisão, não à página inicial.
  5. Contactos, não cliques. Conte chamadas, mensagens de WhatsApp e formulários que vieram do anúncio, e pergunte a cada cliente novo como o encontrou.
  6. Rever ao fim de algumas semanas. Divida o que gastou pelo número de clientes que fechou. Exemplo de contas: 150 € gastos e 5 clientes fechados dão 30 € por cliente. Se um cliente novo lhe deixa mais do que isso, pode continuar; se não, mude a oferta, a zona ou a página antes de aumentar o orçamento.

Erros que esgotam o orçamento

  • carregar em "Promover publicação" sem escolher objetivo nem zona, e pagar para mostrar o anúncio a quem está longe de si;
  • aceitar as definições sugeridas sem as ler: confirme a zona, o tipo de correspondência das palavras-chave e se os anúncios aparecem também fora da Pesquisa Google;
  • anunciar uma oferta que o site não menciona: quem clica e não a encontra vai-se embora;
  • desistir ao fim de poucos dias, antes de haver dados, ou deixar a campanha a correr meses sem a abrir.

Próximo passo

Escolha o canal que hoje está mais fraco e faça só a parte dele esta semana. Se o problema é não ter um sítio para onde mandar as pessoas, comece aí: a WebGenPro cria o site do seu negócio a partir da informação pública do seu perfil Google e das suas redes sociais, e pode ver uma pré-visualização gratuita do site antes de decidir. Se ainda tem dúvidas sobre o que é indispensável, veja primeiro os sinais de que está a perder clientes sem site.

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